Notícias do Amazonas, do Brasil e do mundo

Prefeitura de Manaus e Ambipar se reúnem para estudar programa que poderá transformar reciclagem em créditos para serviços públicos

Prefeitura de Manaus e Ambipar se reúnem para estudar programa que poderá transformar reciclagem em créditos para serviços públicos

Por Prefeitura de Manaus

30/10/2026 20h44

<!–

Ouvir o texto

–>

#paratodosverem – diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Albuquerque Bezerra e diretor de ESG da Ambipar Pós-Consumo, Vinícius Crespo

A Prefeitura de Manaus se reuniu nesta sexta-feira, 30/10, com a empresa Ambipar Environmental Machines S.A. para avaliar a viabilidade de implantação de um programa de logística reversa incentivada, que poderá permitir à população transformar a destinação correta de materiais recicláveis em créditos ou benefícios financeiros utilizáveis no pagamento de serviços públicos municipais concedidos ou delegados. As tratativas são realizadas pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman).

O diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Albuquerque Bezerra, destacou que a iniciativa busca estimular a participação da população na preservação ambiental e identificar alternativas que possam gerar benefícios sociais e econômicos para Manaus.

“Estamos iniciando uma discussão importante sobre como transformar atitudes sustentáveis em benefícios concretos para a população. A ideia é avaliar mecanismos que incentivem a reciclagem, contribuam para a redução do descarte irregular de resíduos e, ao mesmo tempo, possam gerar créditos para os cidadãos utilizarem em serviços públicos. É uma proposta que une inovação, responsabilidade ambiental e inclusão social”, destacou Ebenezer.

A iniciativa está alinhada ao Decreto Municipal nº 6.225/2025, que estabelece diretrizes para programas de incentivo à reciclagem por meio de mecanismos de cashback ambiental.

Na prática, a proposta a ser estudada prevê a possibilidade de os cidadãos receberem créditos ou benefícios pela entrega de materiais recicláveis em sistemas de coleta e destinação ambientalmente adequada. Esses créditos poderão, futuramente, ser utilizados para o pagamento de serviços públicos municipais, desde que sejam atendidas as condições técnicas, jurídicas e operacionais necessárias.

Valorização dos catadores e economia circular

Outro aspecto importante  é a possibilidade de fortalecimento das associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis de Manaus.

Os estudos deverão considerar mecanismos que assegurem a participação dessas organizações nas atividades de coleta, triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de oportunidades de capacitação, remuneração justa e geração de trabalho e renda.

O diretor de ESG da Ambipar Pós-Consumo, Vinícius Crespo, ressaltou o potencial da iniciativa para aproximar a população das práticas de reciclagem e estimular uma nova relação com os resíduos.

“Acreditamos que a sustentabilidade precisa estar cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. Ao estudar mecanismos que permitam transformar materiais recicláveis em créditos ou benefícios, buscamos criar incentivos para que mais cidadãos participem da cadeia da reciclagem. Essa iniciativa também abre possibilidades para valorizar o trabalho dos catadores, fortalecer a economia circular e contribuir para uma cidade mais sustentável”, destacou Vinícius Crespo.

A iniciativa também poderá contribuir para ampliar os índices de recuperação e reciclagem de resíduos, estimular a educação ambiental e fortalecer a economia circular, modelo que busca aproveitar os materiais por mais tempo, reduzindo o desperdício e os impactos ambientais.

Estudos técnicos e próximos passos

Já estão definidas as bases para o desenvolvimento de estudos técnicos, jurídicos, ambientais e operacionais que poderão subsidiar uma futura cooperação entre as instituições.

Caberá à Ambipar apresentar informações técnicas sobre a solução proposta, incluindo os mecanismos de geração de créditos, rastreabilidade dos materiais recicláveis e possibilidades de integração tecnológica.

A Ageman, por sua vez, participará das discussões dentro de suas competências legais, especialmente na avaliação dos aspectos regulatórios relacionados aos serviços públicos delegados do município.

Também serão analisadas questões como a transparência na conversão dos resíduos em créditos, a segurança dos sistemas, a participação da população e a viabilidade de integração com os mecanismos de cobrança dos serviços públicos municipais.

O estudo terá vigência de 12 meses e não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições.

— — — 

Texto e fotos – Tereza Teófilo/Ageman