FVS-RCP participa de simpósio que reúne vigilância em saúde, ensino, pesquisa e setor produtivo

FOTO: Beatriz Crispim/ FVS-RCP
Os impactos do uso de agrotóxicos na saúde humana, no meio ambiente e na produção agrícola foram debatidos durante o 1º Simpósio sobre Uso de Agrotóxicos no Amazonas, realizado nesta sexta-feira (06/11), em Manaus. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) integrou a programação, contribuindo com discussões sobre a vigilância em saúde relacionada à exposição a agrotóxicos e as estratégias de prevenção, monitoramento e acompanhamento dos possíveis riscos à saúde da população no estado.
O encontro ocorreu na Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e reuniu estudantes, docentes, pesquisadores, técnicos, profissionais e produtores rurais. A proposta foi ampliar o diálogo entre saúde, produção rural, meio ambiente, ensino e sociedade.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a importância da articulação entre diferentes setores. “O tema exige integração entre saúde, ambiente, trabalho e produção. Esse diálogo contribui para fortalecer a vigilância e a prevenção no Amazonas”, destacou.
Durante o simpósio, Raiane Áila, da Gerência de Riscos Não Biológicos (GRNB) da Diretoria de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, apresentou, ao lado de Cinthia Santos, do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador do Amazonas (Cerest) também da Fundação, a atuação da Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA) no Amazonas, com foco nas interfaces entre ambiente, trabalho e saúde.
“O simpósio aproximou diferentes áreas e permitiu discutir, de forma integrada, os desafios da vigilância das populações expostas a agrotóxicos no Amazonas”, destacou Raiane, acrescentando que também foram discutidas ações a serem desenvolvidas pelo VSPEA em 2027.
A coordenadora do Cerest-AM da FVS-RCP, Cinthia Santos, reforçou a importância de relacionar a exposição aos agrotóxicos às condições de trabalho e aos possíveis impactos à saúde dos trabalhadores.
“É preciso considerar como essa exposição ocorre no cotidiano e quais medidas podem reduzir os riscos nos ambientes e processos de trabalho”, detalhou Cinthia.
Com a proposta de reunir diferentes experiências e conhecimentos sobre o tema, o simpósio contou com a participação da médica toxicologista Natália Dias do Nascimento, de Belo Horizonte (MG). Para a palestrante, o debate no ambiente universitário contribui para o desenvolvimento de estudos e políticas públicas na área.
“Participar desses eventos dentro da universidade enriquece cada vez mais as políticas públicas e os estudos acerca da área dos agrotóxicos”, salienta Natália.
Vigilância no território
A FVS-RCP dispõe do Grupo de Trabalho sobre Agrotóxicos (GT-Agrotóxicos), que atua de forma interinstitucional no acompanhamento das ações relacionadas à exposição a agrotóxicos no Amazonas. Desde 2014, o grupo reúne instituições estaduais, municipais e de ensino na execução de ações previstas no Plano Estadual de Atenção Integral à Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos.
Ao longo dos anos, o trabalho também inclui atividades de campo, com ações de vigilância em municípios prioritários para o Programa VSPEA, além de articulação técnica e atividades voltadas ao monitoramento dos riscos relacionados à exposição.
O trabalho envolve órgãos como Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM), Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Universidade Federal do Amazonas – (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SES) e Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).




